Conhecer sobre as cepas de uvas dá informações essenciais sobre o que esperar de cada vinho
As cepas são pontos de referência no mundo do vinho. Conhecer a cepa utilizada é interessante para o consumidor porque ela dá uma informação essencial sobre o sabor e o caráter do vinho que está na garrafa.
Um vinho de Chardonnay terá, por exemplo, certas características relaciondas ao paladar, seja qual for sua procedência. A cepa é apenas um dos fatores do gosto - o solo e a técnica de vinificação podem ser bem mais importantes - mas algumas noções sobre as principais cepas são muito úteis na escolha de um vinho.
A vinha (parreira) cultivada tem por longínquo ancestral uma planta selvagem que cresce na floresta e trepa em volta das árvores, O arbusto, muito podado, que é a cepa atual não se parece mnuito com essa planta selvagem, mas a descedência genética pode ser estabelecida, mesmo que a cepa original de Vitis vinifera tenha evoluído em muitos milhares de variedades.
Apesar da multiplicidade das cepas, algumas foram selecionadas
pelos
vinhateiros por suas características particulares, e as melhores se
tornaram verdadeiras estrelas internacionais. Todas são oriundas
de vinhedos da Europa e estão ligadas, no espírito dos
amantes de vinho e dos vinhateiros do mundo inteiro, aos grandes vinhos clássicos.
Na Europa, e particularmente na França, a legislação vitÍcola regulamenta o emprego das cepas: todo Borganha tinto da Côte d'Or é feito apenas com Pinot Noir e praticamente todo Barganha branco, apenas com Chardonnay. Outras regiões autorizam a mescla de várias variedades: o Bordeaux tinto comporta uma proporção variável de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e algumas cepas secundárias.
Os viticultores do Novo Mundo plantaram vastas extensões dessas grandes cepas clássicas e de algumas outras. Quanto a saber se o recurso a uma cepa muito renomada permite aos viniculrores reproduzir em outro lugar o gosto da cepa original européia, o debate continua aberto. Existe um consenso de que o caráter varietal, ainda que influa fortemente no gosto do vinho, constitui apenas um fator entre outros. A exposição, o clima, o solo e outros elementos próprios de determinado vinhedo atuam sobre o crescimento da vinha e sobre o gosto da uva. E por fim intervém o processo de vinificação.
A maior parte da produção mundial provém de cepas não clássicas. Estas podem ser cultivadas por respeito à tradição, por seu rendimento ou por sua adaptação à natureza dos solos assim como às condições climáticas locais. Não são apenas as variedades clássicas podem dar bons vinhos.
A tendência mundial de privilegiar um punhado de cepas conhecidas coloca em risco as cepas nativas, que têm suas próprias características, representam um material genético precioso e proporcionam vinhos de personalidade original.
O rótulo dos vinhos europeus de denominação raramente especifica o. nome da ou das cepas de origem, Os vinhedos californianos foram os primeiros a difundir vinhos sob seu nome de cepa, habituando os consumidores americanos a identificar a Chardonnay a um vinho, assim como a uma variedade de vinha.
Conheça na tabela abaixo as cepas mais utilizadas na produção de vinhos
| Cabernet Sauvignon | |||
| Cabernet Franc | |||
| Chardonnay | |||
| Chenin Blanc | |||
| Gamay | |||
| Gewürztraminer | |||