parte 2
Para mostrar qualquer compartilhamento de um servidor Windows 2000 nas estações Linux, acesse cada uma das estações e digite o comando:
mount -t smbfs -o username=nome_do_usuário,password=senha
//
servidor/compartilhamento/diretório
Basta fazer isso em cada uma das estações, definindo os compatilhamentos localizados na máquina Windows para que os usuários possam ler, escrever ou gravar arquivos nos discos remotos administrados pelo Windows 2000 Server (de acordo com as permissões concedidas no momento da configuração deste, claro). Fora isso, existem alguns ajustes finos que podem ser feitos para melhorar a utilização dos compartilhamentos remotos em estações Linux, fazendo com que funcionem de modo muito parecido com as máquinas Windows em rede: estamos falando da montagem automática dos compartilhamentos.
Do ponto de vista da segurança, é claro que essa prática não é a ideal, pois o usuário deveria ter presteza para montar seu compartilhamento, digitando login e senha quando fosse necessário. Do ponto de vista do usuário, todavia - principalmente quando a empresa está no início da migração das estações Windows para Linux - a automatização de alguns recursos pode fazer com que a transição entre sistemas ocorra de maneira mais suave, minimizando as diferenças. O mesmo vale, aliás, para o administrador ou gerente da rede, que verá o número de reclamações diminuir sensivelmente - exceto para os eternos partidários e entusiastas do Windows, que sempre ficarão muito penalizados pela impossibilidade de se montarem "fazendinhas" de vírus ou spywares de sites pornográficos em discos rodando Linux ...
Para que o compartilhamento seja montado de maneira automática, basta que editemos o arquivo /etc/fstab, por meio do comando:
vi /etc/fstab
O conteúdo do arquivo deve ser semelhante a este:
/dev/hdal/reiserfs notail 1 1
none/dev/pts devpts mode=0620 0 0
none/dev/shm tmpfsdefaults 0 0
/dev/hda6/home ext3 defaults 1 2
none/proc proc defaults 0 0
/dev/hda5 swap swap defaults 0 0
Estamos diante de uma lista dos sistemas de arquivos que são montados durante a inicialização. De cima para baixo, temos a partição /dev/hdal (que foi formatada com o sistema de arquivos reiserfs), montada no diretório-raiz; a partição /dev/hda6, montada no diretório /home; a partição swap e até os diretórios /proc. /dev/pts e /dev/shm que, apesar de serem dispositivos de hardware, são acessados pelo sistema como se fossem arquivos.
Basta que adicionemos uma linha para cada compartilhamento que desejamos montar de forma automática durante o boot, como vemos a seguir:
//192.168.1.11/arquivos /home/jose/arquivos
smbfs user,username=jose,password=goiaba 0 0
O 0 0, incluído sempre no final da linha, é um parâmetro que indica ao sistema a não-existência de um parâmetro especial. Algumas distribuições mais antigas acusam um erro caso você se esqueça de adicionar esses dois zeros. Se, como no caso anterior, os parâmetros ultrapassarem o tamanho das colunas em que estão distribuídos, não se preocupe: o fstab é lido e interpretado utilizando a ocorrência dos espaços dados com a tecla Tab como separadores. Basta, portanto, apertar Tab após a inserção de cada parâmetro para que ele seja corretamente interpretado no momento do boot.