Injeção
eletrônica e mecânica
parte 2
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Alguns sistemas “avisam”
o motorista se há defeito em algum sensor ou atuador do sistema
de injeção eletrônica. Os defeitos apresentados ficam
armazenados na memória do computador (apenas no caso de injeções
digitais) para posterior verificação com equipamentos apropriados.
Alguns sistemas possuem ainda estratégia de atualização
de parâmetros, permitindo a correção automática
dos principais parâmetros (tempo de injeção, avanço
da ignição, marcha-lenta, etc.) em função
de variações como: envelhecimento do motor, qualidade do
combustível e forma de condução do veículo.
Os sistemas de injeção eletrônica oferecem uma série
de vantagens em relação ao carburador:
-
Melhor
atomização do combustível (injeção
sob pressão);
-
Redução do efeito “retorno de chama” no coletor
de admissão;
-
Controle da mistura (relação ar/combustível);
-
Redução da emissão de gases poluentes pelo motor;
-
Eliminação de ajuste de marcha lenta e mistura;
-
Maior economia de combustível;
-
Eliminação do afogador;
- Facilidade de partidas
a quente e frio do motor;
- Melhor dirigibilidade;
Tipos
de injeção eletrônica de combustível
Podemos classificar os sistemas de injeção eletrônica
quanto ao número de válvulas injetoras e quanto ao sistema
eletrônico empregado. Em relação ao sistema eletrônico,
encontramos basicamente dois tipos:
-
Sistema analógico;
-
Sistema digital
Em relação
ao número de válvulas injetoras, existem basicamente dois
tipos:
- Com apenas uma
válvula injetora de combustível (single point, EFI )
- Com várias
válvulas injetoras (multipoint, MPFI )
Nos sistemas com apenas
uma válvula injetora, esta é responsável pela alimentação
de combustível de todos os cilindros do motor. Nos sistemas com várias
válvulas podem ter alimentação:
- Não sequencial
(quando todas válvulas injetam ao mesmo tempo)
- Semi-sequencial
(quando algumas válvulas injetam ao mesmo tempo que outras)
- Sequencial (quando
cada válvula injeta num momento diferente das outras)
A escolha
do tipo de injeção para cada veículo, por parte das
montadoras, leva em consideração vários fatores estando
entre eles: o custo de fabricação, tipo de veículo
e emissão de poluentes. A injeção eletrônica
controla a quantidade de combustível injetada pelos bicos injetores,
para todas as condições de trabalho do motor, através
do módulo de comando. Através de informações
recebidas ajusta a relação ar/combustível bem próxima
da relação ideal. Para calcular a quantidade de combustível
precisa-se medir a quantidade de ar (massa) admitida pelo motor.
Existem
várias técnicas de medida de massa de ar:
-
Utilizando
o medidor de fluxo de ar (LMM);
-
“Speed
density” (velocidade/densidade)- utilizando a rotação
e o vácuo do motor (MAP)
-
utilizando
o medidor de massa de ar – o sensor é um fio metálico
aquecido (técnica de “fio quente”).
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