Carburador e Carburação
A depressão
originada nos cilindros, quando os pistões descem no tempo de admissão,
aspira o ar para os cilindros. Este atravessa o carburador, sendo a sua quantidade
regulada por uma válvula rotativa, designada por borboleta, que se
abre ou fecha-se, conforme a pressão exercida sobre o acelerador.
A quantidade
de ar aspirado depende da rotação do motor e da posição
da borboleta. A função do carburador consiste em assegurar que
à corrente de ar se junte a um determinado volume de gasolina para
que chegue aos cilindros uma mistura correta.
A gasolina,
proveniente da cuba de nível constante, junta-se à corrente
de ar numa passagem estreita denominada difusor, ou cone de Venturi, cujo
funcionamento se baseia no princípio de que a pressão de uma
corrente de ar diminui quando a sua velocidade aumenta. Quando o ar passa
através do estrangulamento do difusor, a sua velocidade aumenta, sendo
precisamente nessa zona de baixas pressões que a gasolina é
aspirada pela corrente de ar.
O fluxo
do ar será o máximo quando o motor trabalhar à velocidade
máxima, com a borboleta completamente aberta. Quanto maior for a velocidade
do ar que passa pelo difusor, maior será a aspiração
de gasolina .

Na prática,
um carburador, tão simples como o acima descrito, não seria
satisfatório pois a gasolina e o ar não têm as mesmas
características de fluxo. Enquanto a densidade do ar diminui à
medida que a velocidade do seu fluxo aumenta, a densidade da gasolina mantém-se
constante qualquer que seja a velocidade do seu fluxo. Como a mistura gasosa,
para ter uma combustão eficiente, deve forma-se em relação
ao seu peso, numa proporção aproximada de 15:1 e que aumentando-se
a velocidade do ar, diminuiria a sua densidade, a mistura iria aumentar a
proporção de gasolinal enriquecendo progressivamente, podendo
tornar-se tão rica que não chegaria a inflamar-se.
Existem
dois processos para solucionar este problema: num carburador de difusor e
jatos fixos, um certo volume de ar mistura-se com a gasolina antes de esta
passar para o difusor através de um conjunto de tubos emulsionadores
ou de compensadores. Já num carburador de difusor e jatos variáveis,
podem variar-se a quantidade de gasolina debitada pelo pulverizador, bem como
as dimensões do difusor para manter as corretas proporções
de ar e gasolina .
A gasolina
na cuba de nível constante do carburador mantém-se sempre ao
mesmo nível, graças a uma válvula acionada pela bóia.
A extremidade do condutor de gasolina que desemboca no difusor deve ficar
mais alta que o nível da gasolina na cuba de nível constante
para evitar á saída de combustível quando o automóvel
se inclina, como acontece, por exemplo, numa subida ou descida. Isto quer
dizer que a gasolina tem de subir ligeiramente – cerca de 6mm –
antes de se misturar com o fluxo do ar no difusor. A sucção
criada pela depressão é suficiente para elevar a gasolina acima
do pulverizador e para introduzi-la no difusor sob forma de pequenas gotas.
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