Sistema de arrefecimento do motor do carro
Menos de uma quarta
parte de energia calorífica desenvolvida num motor de explosão
é convertida em trabalho útil. O calor restante deve ser dissipado
para que nenhum dos componentes do motor aqueça a ponto de deixar
de funcionar. Quando se pisa a fundo no acelerador, cerca de 36% do calor
desaparecem pelo sistema de escapamento, 7% perdem-se devido a atritos internos
e no aquecimento do óleo de lubrificação e 33% dissipam-se
no sistema de arrefecimento.
Existem dois tipos
de sistema de resfriamento: direto e indireto. No sistema direto, o ar circula
através das aletas existentes no exterior dos cilindros e na cabeça
dos cilindros, já no sistema indireto, um líquido de resfriamento,
normalmente água, circula pelos canais existentes no interior do
motor.

Um
sistema moderno de resfriamento por água apresenta as seguintes partes
essenciais:
-
Uma camisa de água, que rodeia as partes quentes do motor, tais
como os cilindros, as câmaras de explosão e as saídas
do escapamento;
-
Um radiador, no qual a água quente proveniente do motor é
arrefecida pelo ar;
-
Um ventilador, que faz circular o ar através do radiador;
-
Mangueiras existentes na parte superior e inferior do radiador e que ligam
este ao motor para estabelecer um circuito fechado;
-
Uma bomba, que faz circular a água;
-
Um termostato, montado na saída da água do motor e que reduz
a circulação da água até que o motor atinja
a temperatura normal de funcionamento;
-
Uma tampa de pressão existente no radiador e destinado a elevar
o ponto de ebulição da água, evitando assim a formação
de bolsas de vapor junto às câmaras de explosão.
Para
o perfeito funcionamento de um motor, seja qual for sua velocidade, a temperatura
do líquido de arrefecimento num ponto próximo do termostato,
deve elevar-se entre 80 e 115ºC. Os motores podem, contudo, sobre aquecer
como, por exemplo, quando há falta de água no radiador ou em
subidas longas.
Com
uma tampa de pressão regulada para 0,5 kg/cm2., a água ferverá
apenas depois de atingir 112ºC ao nível do mar. O seu ponto de
ebulição descerá cerca de 1,1ºC por cada 300 mt
de aumento de altitude.
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