A Chrysler, atrás em produção de carros nos EUA somente de General Motors e Ford, pediu concordata, segundo anunciou na quinta-feira, dia 30/04/2009, o presidente norte-americano Barack Obama.
É a primeira concordata de uma montadora americana desde 1933, quando ocorreu com a Studebaker.A expectativa do governo é de que o processo seja bastante curto, e que o Chrysler volte a operar normalmente entre 30 a 60 dias.
Com a decisão, muitas concessionárias Chrysler deixam de existir e a financeira da empresa foi declarada como "não tendo recursos". Desse modo, a GMAC, da General Motors, irá financiar a empresa, recebendo, para isso, suporte financeiro do governo. Com isso, a empresa recorre ao Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, o que significa falta de dinheiro para quitar as dívidas e maior tempo para reorganizar os pagamentos. Tal como a concordata no Brasil. Caso não consiga pagar, a etapa seguinte é a falência.Um funcionário da Casa Branca disse que o processo de concordata deve começar imediatamente e que o governo deverá dar um fôlego extra para a empresa, com empréstimo de até US$ 3,5 bilhões, para que ela continue operando normalmente.
As negociações entre o Departamento do Tesouro e os credores da Chrysler terminaram na madrugada desta quinta-feira sem um acordo, informou a imprensa local.Aliança
com a Fiat
Mais uma novidade revelada em discurso por Obama é que a empresa
entrou em acordo com a Fiat. Os italianos terão uma participação
acionária de 20% na Chrysler e podem ter até 5% a mais se atenderem
a três critérios: distribuir produtos Chrysler fora dos Estados
Unidos (onde a marca tem pouco mercado), construir um novo motor, mais econômico
e eficiente, e projetar um carro que tenha consumo reduzido em uma fábrica
da Chrysler.