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Retirando a tinta antiga


Retirar uma pintura é um trabalho tão cansativo e moroso que só em último caso deve ser feito. Se apenas pequenas superfícies apresentarem falhas — bolhas ou tinta levantada, por exemplo —, basta apenas retirar a tinta da parte defeituosa.

O fato de uma superfície ter recebido várias demãos sem ter sido raspada não obriga a retirar a tinta, pois normalmente a superfície estar á tanto melhor protegida quantas mais demãos tiver recebido.

Lixando a superfície a ser pintada

A maior parte das vezes, bastará lixar a superfície a ser pintada para obter as condições necessárias à aplicação de nova demão de tinta. Também entre demãos, e após ter verificado o endurecimento da camada anterior, deverá lixar bem antes da aplica ção de nova camada de tinta.

Existem vários números de lixas, classificados segundo a granulomeíria dos grãos abrasivos presentes e que variam do mais fino (n.° 800) ao mais grosso (n.° 12). Para polimentos à mão, no entanto, não é habitual utilizarem-se grãos mais grossos que os correspondentes à lixa n.° 40. As lixas para polimento a mão são vendidas em folhas de 23 cm x 28 cm e apresentam-se diferenciadas, conforme se destinam a ser usadas em seco ou molhadas. Os números de utilização mais correntes são o 150 e o 180, mas a escolha da granulometria a usar depende fundamentalmente do tipo de trabalho a ser realizado.

Assim, no caso de você ter usado decapantes ou o maçarico para retirar a tinta, deverá proceder ao polimento de toda a superfície decapada com lixa n.° 100, ou mesmo n.° 80, e para lixar entre demãos de acabamento e esmalte, lixa fina de gr ão entre os n.os 280 e 400.

Também, e quando pretender obter um acabamento muito perfeito, como é o caso de pintura de mobiliário, você pode lixar as últimas demãos utilizando lixa d'água de grão muito fino n.u 400, que dever á ser mantida umedecida durante toda a operação.

A lixa d'água nunca deve ser utilizada em madeira não pintada ou mesmo já aplicada com as primeiras demãos, pois, nestes casos, pode verificar-se absorção de água por parte da madeira, o que pode levar, por exemplo, a empenamentos. Em todos os casos, e para efetuar estes trabalhos em melhores condições, utilize a lixa envolta num bloco de cortiça ou mesmo num bocado de madeira que se ajuste bem à mão.

Raspando a tinta antiga

A utilização de um raspador sem a ajuda de calor ou produtos químicos é uma técnica bastante difícil, apenas aplicável em pequenas superfícies.

Para este efeito, seria ideal utilizar um raspador especial que disponha de uma lâmina com duas superfícies de ataque: uma dentada e outra lisa. Com a parte dentada pode fazer incisões na superfície, procurando, no entanto, não penetrar demasiado; era seguida, utilize a parte lisa para remover o resto da tinta. Se tiver de raspar guarnições, empregue um raspador universal.

Utilizando produtos químicos para retirar a tinta antiga

A grande vantagem deste processo reside em permitir retirar a tinta junto a uma superfície de vidro sem parti-la. O tipo de decapante a utilizar varia conforme a tinta que pretende remover. Informe-se no seu fornecedor e siga as instruções apresentadas na embalagem.

Como a maioria destes produtos pode causar queimaduras na pele, é aconselhável o uso de luvas de borracha.

Deixe o produto atuar durante alguns minutos e depois, com o auxílio de um raspador, retire a tinta. A tinta removida deve ser embrulhada em papel de jornal e queimada logo a seguir. Nunca deixe aberta ao alcance das crianças a embalagem contendo o produto químico.

Depois de retirar a tinta, limpe bem a superfície com aguarrás e passe-a com lixa. Todos os vestígios do produto químico têm de ser eliminados, pois, caso contrário, poderão reagir com a nova tinta.

Queimando a tinta antiga

O emprego de um maçarico a gasolina ou a gás ou de uma lamparina permite retirar a tinta mais rapidamente. Faça passar a chama de um lado para o outro, a fim de fundir a tinta que pretende remover, tendo, porém, o cuidado de não danificar a superfície pintada restante. À medida que a tinta enruga, raspe-a cuidadosamente para que esta não caia nas suas mãos. É, portanto, conveniente ter junto de si um balde para recolher a tinta queimada.

Se tiver de queimar guarnições, comece de cima para baixo, utilizando, se possível, um raspador universal. Nas superfícies planas queime de baixo para cima. Se você estiver trabalhando numa porta com molduras, queime estas primeiro.

O maçarico não deve, porém, ser utilizado em chapas de fibrocimento, paredes rebocadas ou em superfícies perto de vidros. Nunca faça incidir a sua chama sobre materiais combustíveis.

Uma vez retirada a tinta, lixe em seguida com lixa n.° 80 as áreas queimadas antes de pintá-las.

Uma vez terminado o trabalho com o maçarico, utilize uma lixa de grão mais fino para regularizar completamente a superfície.

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