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Pintura de paredes exteriores

parte 3


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3. Com uma escova de aço, limpe o reboco, tendo o cuidado de verificar durante esta operação se este se encontra em boas condições. Se o reboco estiver solto ou pouco aderente, deverá ser removido antes da pintura e refeito. Como é impossível disfarçar a linha de união de duas superfícies rebocadas em diferentes ocasiões, refaça uma parede inteira. Na impossibilidade de fazê-lo, refaça o reboco numa área limitada por linhas retas, de preferência formando um quadrado. Tape quaisquer buracos ou fendas existentes no reboco usando argamassa. Aplique uma demão de iso-lante, se necessário, e em seguida duas demãos de tinta sintética para paredes, ou de tinta plástica. Se empregar tinta texturada, não será necessário isolar e a tinta será aplicada numa só demão. Este tipo de tinta não só confere às paredes um aspecto mais agradável como, dada a sua grande capacidade de enchimento, tapa quaisquer fendas ou outras imperfei ções existentes nas paredes.

4. Trate em seguida da madeira pintada. Se a tinta existente se encontra em condições precárias e, principalmente, pouco aderente à superfície, remova-a utilizando .o maçarico e a técnica descrita na seção Retirando tinta antiga. Se a pintura velha se encontrar aderente, não necessita removê-la; você deve, porém, passar muito bem lixa de madeira. No primeiro caso também deve alisar a madeira com lixa antes de aplicar a tinta. Num e noutro casos — no primeiro em toda a superfície e no segundo nos locais onde a madeira ficou a descoberto — aplique uma demão de isolante próprio para madeira. Em seguida emasse, tendo o cuidado de tapar quaisquer buracos ou fendas, lixe de novo e aplique uma demão geral. Acabe com duas dem ãos de esmalte.

5. Trate os elementos metálicos (grades, portões, etc.) tal como procedeu com a madeira. Neste caso, como é de primordial importância a preparação da superfície, dê especial atenção ao grau de enferrujamento existente, no caso do ferro. Se toda a superfície estiver enferrujada, remova a tinta pelos processos já descritos. Junto a vidros ou materiais in-flamáveis não utilize processos de deca-pagem a fogo, mas sim decapantes químicos. Em seguida, e após lixar bem a superfície, aplique o isolante — cujo tipo dependerá do metal em causa — em toda a superfície, se a decapagem tiver sido completa, ou somente nos pontos onde o metal ficou a descoberto, se não tiver retirado completamente a tinta velha. Em qualquer dos casos lixe muito bem, emasse, se necessário, e aplique uma demão geral, à qual se seguir ão duas demãos de esmalte.

6. Por fim, trate a madeira envernizada. Se o verniz se encontrar em más condições retire-o, recorrendo, para tal, a raspadores. Jamais queime ou utilize decapantes para remover o verniz velho, pois estes processos enegrecem a madei-
ra, dando-lhe um aspecto .desagradável. Nas áreas em que o verniz foi retirado, ou em toda a superfície, se a remoção tiver sido total, aplique uma demão de tapa-poros ou de verniz preparador de fundos, à qual se seguirão duas ou três demãos do verniz apropriado. Dada a pouca duração dos vernizes no exterior, escolha criteriosamente o verniz a utilizar. Para tal, indique ao seu fornecedor o tipo de madeira que pretende enverni-zar e as condições do ambiente a que o verniz ficar á sujeito.

Recomendações para a pintura de exteriores

Ao voltar a pintar as janelas e portas, procure evitar que a tinta forme uma camada excessivamente espessa que impeça ou dificulte fechá-las ou corrê-las. Contudo, se este problema lhe parecer inevitável, aplaine as superfícies para obter uma folga maior antes de aplicar a tinta.

Para retirar pingos de tinta dos vidros, passe um pano ligeiramente embe-bido em qualquer dissolvente e raspe depois com um pedaço de lâmina de barbear. Não use raspador nem lixa, para não riscar o vidro, podendo, todavia, recorrer a palha de aço fina. Neste caso, porém, limpe cuidadosamente a superfície onde empregou a palha de aço, já que qualquer fragmento desta, por mais diminuto que seja, origina, ao
enferrujar, uma mancha acastanhada que proporciona um aspecto muito desagradável na pintura e, depois de seca, se torna muito difícil de ser disfarçada.

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